GIRLS' GENERATION: Promise, by Pâms


Promise

PROMISE
por Pâms

"Todos fazemos promessas e devemos nos atentar ao que prometemos, pois essa promessa encontra alguma forma de ser cumprida."


Gênero: Suspense - Sobrenatural
Dimensão: Oneshot
Classificação: PG-15
Aviso: POV / Songfic - Fic não-interativa. 

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# Capítulo Único #

 

CAPÍTULO ÚNICO

 

Este pequeno relato conta uma promessa feita há muitos anos e esquecida por uma pessoa, começamos com Yoona uma madura mulher, bem casada e com dois filhos, que trabalha como editora em uma revista de decoração. Sua rotina diária era intensa e muito corrida, em certos dias não conseguia ter tempo nem mesmo para suas refeições, em casa sua rotina dobrava com a rotina escolar dos filhos e do marido.

Mesmo com tanta pressão no trabalho e ritmo acelerado do dia-a-dia, sua válvula de escape era seu marido In Guk, que além de um enorme amor pela esposa sempre tentava ajudar mesmo que mínimo nos afazeres domésticos para que ela não se sobrecarregasse tanto. Em um breve surto de exaustão causando um desmaio no meio da rua, levou Yoona tomar uma medida drástica em sua vida e mudar totalmente sua rotina diária por influência de In Guk.

— Ainda não estou convencida de que devemos nos mudar daqui. — disse ela relutante em pensar que toda sua rotina seria alterada por conta do estresse e cansaço.

— Você ouviu o médico mocinha. — In Guk sorriu para ela e acariciou sua face — Não quero perder minha esposa então, vamos arrumando as malas.

— Essa foi nossa primeira casa. — ela se sentou na cama com um ar nostálgico se lembrando dos anos que havia morado ali.

— Vamos ficar só mais dois dias aqui, será bom para nós morar longe do centro comercial.

— E para onde vamos? — perguntou ela ainda desanimada.

— Nosso corretor encontrou uma casa um pouco mais afastada, é bem espaçosa e está vazia há muitos anos.

— Espero que não seja mal assombrada. — brincou ela o fazendo rir.

— Papai, mamãe. — disse Tiffany ao entrar no quarto com seu irmão — Vamos mesmo ir embora daqui?

— Sim querida. — In Guk sorriu para a filha — Mas iremos para uma casa ainda maior.

— E terá piscina? — perguntou o garoto.

— Claro Jinho.

Mesmo vendo a animação dos filhos, Yoona ainda não se sentia confortável em se mudar tão repentinamente. No dia seguinte após levarem as crianças para a escola, o casal foi visitar a tal casa que iriam comprar, no momento em que Yoona elevou seu olhar para a casa sentiu um breve arrepio na espinha, de alguma forma ela sentia que há havia estado naquele lugar. Externamente parecia uma casa sombria e fria, porém internamente era um lugar confortável e aconchegante, não parecia uma casa vazia que estava desabitada por anos, mas a forma em que a casa aparentada estar bem cuidada, poderia se esperar que alguém morasse ali.

O corretor mostrou todos os ambientes para eles, quatro quartos e cinco banheiros, sala de estar e jantar com cozinha integrada, poderia sim ser a casa dos sonhos para Yoona, porém havia um fato, desde que entrara na casa ela se sentia como se estivesse sendo vigiada. Por um breve momento ela ficou sozinha na cozinha enquanto o corretor mostrava In Guk o escritório onde poderiam fazer um espaço de estudo para as crianças. Yoona sentiu um vulto passar por ela, seguido de um calafrio na espinha, desviando seu olhar rapidamente para a porta que dava para o jardim, viu o que parecia ser uma criança ao lado da bancada da pia. Ela voltou seu olhar para a bancada novamente, porém não havia nada lá, respirando fundo ela ouviu as vozes de In Guk e do corretor se aproximarem, eles estavam rindo e comentando sobre o último jogo do time de basquete da cidade.

— Então querida, o que achou? — perguntou ele.

— Não sei. — ela ainda estava assustada pelo vulto — Tinha alguém... — ela olhou para o corretor — Sabe se tem algum caseiro com filhos morando aqui perto?

— Não. — respondeu o corretor — Mas posso investigar.

— Certamente deve ter sim, uma casa tão bem cuidada. — concordou In Guk — Mas por que a pergunta? Viu alguma coisa?

— Tive a impressão de ter visto uma criança.

— Ah, deve ser de alguma casa daqui perto. — disse o corretor — Crianças adoram invadir casas abandonadas.

Yoona sorriu de leve disfarçando sua preocupação, o corretor discutiu mais algumas propostas sobre o imóvel até que fosse possível chegar em um valor em que ficaria viável para eles pagarem sem se importar com a hipoteca. Assim que saíram da casa, Yoona sentiu outro calafrio e antes de entrar no carro ela olhou para uma das janelas do segundo andar. Lá estava uma criança vestido formalmente, um menino com a face séria e pele pálida, o olhar dele estava focado nela.

— O que foi querida? — perguntou In Guk virando seu olhar para a casa — O que está vendo?

— Um menino. — sussurrou ela — Na janela.

— Onde? — o olhar de In Guk percorreu todas as janelas, mas não conseguia ver nada além das cortinas — Acho que está cansada, vamos para casa.

Eles entraram no carro, mesmo In Guk não tendo visto, o garoto continuava na janela e Yoona ainda o olhava. Ela não conseguia entender por que o seu marido não tinha visto a criança, e se tinha por que tinha dito o contrário, quanto mais Yoona pensava em não morar naquele lugar, mais In Guk se empolgava com a possibilidade daquela casa ser deles. Ela não queria reprimir a empolgação do marido, mas não se sentia confortável em morar naquela casa em que tinha a impressão de já ter estado antes.

Os dias se passaram e In Guk enfim a convenceu de se mudarem de vez, Yoona se mostrou alegre ao ver os filhos correndo pelos cômodos da nova casa, era como se a presença deles naquele lugar mudasse totalmente o ambiente e trouxesse mais agitação para aquele lugar que parecia tão sombrio. Mas mudar de casa não foi a única coisa que aconteceu em sua rotina, Yoona estava trabalhando no ritmo home-office e não precisaria mais ficar enfrentando o estresse que o trânsito de Boston causava e agitação do escritório de todos os dias, principalmente por morar mais longe do centro comercial. Ter seu próprio escritório em casa e decidir tudo com uma simples vídeo conferência era mais confortável e menos cansativo para ela.

Porém tinha seu lado negativo em tudo aquilo, ela passava a maior parte do tempo sozinha naquela casa e com a constante sensação de estar sendo vigiada, uma rotina que se completava três meses. Inicialmente ela pensava que pudesse ser somente uma paranoia da sua mente cansada, mas em uma noite chuvosa ao se aproximar do quarto do filho Jinho, ouviu atrás da porta o menino conversando como se estivesse com outra pessoa. Yoona achou estranho, pois sua filha Tiffany estava na sala vendo tv com o pai, ao abrir a porta devagar ela viu seu filho sentado no chão e a criança pálida sentado frente a ele. Yoona ficou paralisada com aquela cena, a criança pálida a olhou por um breve momento e logo desapareceu no ar.

Yoona não se conteve e soltou um grito de susto, entrou no quarto do filho de imediato e o abraçou, em poucos minutos In Guk entrou correndo, parecia preocupado com o grito da esposa.

— O que aconteceu? — perguntou ele se aproximando.

— Tinha uma criança, aquela criança. — Yoona segurou um pouco as lágrimas que estavam se formando no canto dos olhos.

— Que criança? — In Guk não conseguia entender o que estava acontecendo com sua esposa.

— Aquela criança estava aqui. — Yoona alterou um pouco sua voz respirando fundo — Eu quero sair dessa casa.

— Calma. — In Guk a abraçou de leve — Não aconteceu nada, você deve estar cansada só isso.

— Não. — ela se afastou um pouco dele e olhou para o filho — Jinho, tinha uma criança aqui com você, não tinha?

O menino ficou olhando para ela por um tempo, ainda assustado com a reação de sua mãe, ele não entendia por que ela estava tão alterada e perguntando aquilo para ele.

— Jinho, responda filho. — insistiu In Guk se abaixando.

— Não. — respondeu a criança — Não tinha ninguém aqui comigo.

— Você estava conversando com alguém. — retrucou Yoona.

— Estava brincando mamãe. — explicou ele — Por que? Fiz errado?

— Não querido. — Yoona respirou fundo e abraçou o filho — Desculpa a mamãe, não deveria ter feito isso.

— Querida, acho que está ficando tempo demais dentro desta casa, por que não saímos amanhã? Que tal um passeio em família? — e olhando para as gotículas que chuva escorrendo pela janela — Tenho certeza que amanhã teremos sol.

— Papai amanhã é quarta. — disse Tiffany da porta — Temos escola.

— Suas notas não ficarão baixas por um dia de falta. — In Guk sorriu de leve — Que tal descermos para o lanche antes do jantar? Amanhã será um longo dia a diversão e precisamos recarregar as energias.

— Podem ir na frente, vou tomar um banho.

As crianças pareciam ainda mais animadas, afinal seria um dia de aula transformado em dia de passeio e brincadeiras. Por mais que fosse racional as palavras de In Guk em relação a esposa estar entediada e precisar de um pouco de movimento em seus dias monótonos, Yoona ainda não se convencia. Eles desceram as escadas em risos e planejamentos para o próximo dia, enquanto Yoona se jogou em uma ducha quente e relaxante, por mais que quisesse não pensar naquela criança, ela não conseguia.

De olhos fechados sentindo a água cair em suas costas como uma massagem, ela começou a ouvir um barulho estranho, como se algo estivesse sendo arranhado. Ela desligou o chuveiro e se enrolou na toalha, assim que empurrou a porta de vidro, em meio ao vapor que havia encoberto todo o banheiro, ela deu alguns passos para fora do box, virando sua face lentamente para a direção onde o espelho estava, havia algo escrito. Yoona se aproximou devagar para ler:

“Você jamais sairá daqui.”

Leu em um breve sussurro, ela poderia até pensar que fosse uma brincadeira de seu marido, mas sabia que ele jamais faria isso com ela. Respirando fundo, ela esticou sua mão direita e começou a apagar, aos poucos sua imagem refletida começou a aparecer nitidamente no espelho e bem atrás dela estava a criança.

— Ah! — ela deu outro grito de susto e olhou para trás novamente.

Porém não havia nada atrás dela, Yoona pegou o secador de cabelo que estava na bancada de mármore que havia atrás e olhando para o espelho de novo o menino ainda estava aparecendo atrás dela. Yoona jogou o secador em direção ao espelho dando outro grito junto, se encolhendo para mais perto da porta.

— Yoona!? — disse In Guk entrando meio sem fôlego — O que aconteceu?! — ele olhou para o chão vendo os cacos de espelho espalhados.

— Eu quero sair daqui. — ela o olhou em lágrimas — Não estou ficando louca, só não quero ficar aqui.

— Ei, calma. — In Guk a abraçou forte, fazendo-a se aninhar em seus braços — Você só está cansada e entediada desta casa, mudar a rotina às vezes bagunça nossa mente.

— In Guk. — sussurrou ela.

— Não se preocupe querida, você não está louca, só precisa de um dia de diversão longe daqui. — sussurrou ele de volta.

As horas se passaram e logo pela manhã todos se aprontaram para o dia de diversão, porém algo estranho aconteceu logo quando chegaram na porta para saírem. Yoona teve uma repentina queda de pressão e desmaiou, estranho pelo fato dela estar muito bem de saúde e se alimentando regularmente, mesmo com insistência de In Guk em querer ligar para o médico, ela resolveu que não podia atrapalhar aquele dia e quase obrigou In Guk a ir com as crianças sem ela.

— Tem certeza? Este passeio era para te tirar de casa. — insistiu o marido meio revoltado.

— Tenho sim, já estou acostumada em ficar nesta casa sozinha. — ela sorriu de leve e olhou para a janela vendo a claridade do sol através das cortinas — As crianças não foram para a escola e não quero que elas fiquem nesta casa com este dia tão lindo.

— Não me conformo. — insistiu ele.

— Depois de uma noite de sono ao seu lado, estou bem melhor. — ela respirou fundo — Você tinha razão, acho que era mesmo cansaço.

— Tem certeza?

— Claro que tenho, agora vá logo e não se preocupe, quando eu melhorar vou até o jardim tomar sol.

— Promete?

— Sim. — ela sorriu de leve.

Da janela do quarto ela viu seu marido e os dois filhos seguirem de carro para seu dia ensolarado cheio de alegria. Era frustrante para ela não poder ir, e ainda mais sem saber porque teve aquele mal estar, assim que se sentiu melhor ela se levantou da cama com a intenção de fazer o que tinha prometido ao seu marido, tomar um banho de sol no jardim. A ideia era boa e estava tudo bem, até o ponto em que Yoona não conseguiu abrir a porta para sair.

— Será que esta porta está emperrada? — sussurrou para si.

Ela correu em todas as portas de saídas da casa e todas estavam no mesmo estado, era estranho aquilo pois In Guk e as crianças tinham saído mais cedo. A cada instante que ela tentava abrir até mesmo as janelas sem sucesso, Yoona ficava ainda mais desesperada, foi quando ao tentar pela última vez abrir a porta de entrada da casa, a criança pálida apareceu ao lado da porta. Ao se assustar com a aparição repentina dele, ela se afastou colocando a mão na boca, não sabia se gritava ou permanecia em silêncio.

— Quem é você? — perguntou ela — Por que?

A criança permanecia em silêncio a olhando, a cada pergunta Yoona alterava ainda mais sua voz, até que caiu prostrada no chão e começou a chorar, ela não conseguia entender quem era aquela criança que somente ela via e que não a deixava sair daquela casa. Ao final da tarde In Guk voltou com as crianças e encontrando ela no chão em frente à porta, logo a abraçou mesmo sem entender o que tinha acontecido.

— Querida, por que está aqui? — perguntou.

— Eu disse para não morarmos aqui. — respondeu ela em lágrimas.

— Crianças, vão para o quarto se trocar. — disse ele mantendo seu olhar em sua esposa — Tivemos um dia cansativo, por isso todo mundo tomando um banho.

— In Guk eu quero sair daqui. — disse ela após as crianças subirem as escadas — Me tira dessa casa.

— Do que está falando? Querida o que aconteceu?

— Ele não quer me deixar sair. — sussurrou ela — Não sei por que.

— Yoona. — In Guk segurou de leve a face dela, fazendo-a olhar para ele — De quem você está falando?

— A criança, ela não quer me deixar sair daqui.

— Que criança?

— A mesma que eu sempre vejo, e ninguém vê.

In Guk olhou no fundo dos olhos de sua esposa, por mais que parecesse loucura, ela conseguia ver que era verdade o que ela falava. Ele se levantou e a ajudou a erguer seu corpo, In Guk sorriu de leve para ela, assim a deixaria mais confortável, seu carinho ainda era mais intenso ao ver sua esposa naquele estado, ele a levou para o quarto e arrumou a cama.

— Não se preocupe querida, amanhã resolvemos isso. — disse ele deitado ao seu lado.

— Como vai me tirar daqui? — sussurrou ela se aninhando nos braços dele.

— Não sei, mais se eu tiver que demolir essa casa, farei isso. — disse ele tranquilamente.

— Fale mais baixo. — ela se aninhou ainda mais e lançou seu olhar para a porta.

— Está vendo ele? — perguntou In Guk.

— Sim. — sussurrou ela.

— A partir de amanhã não verá mais.

Yoona poderia se sentir mais tranquila pelas palavras do marido, mais ainda sentia aquela sensação de que algo ruim iria acontecer, naquele momento ela não se importava mais consigo mesma, só queria manter sua família a salvo. Se aquela criança estava fazendo aquilo com ela, poderia fazer o mesmo com seus filhos e seu marido. Duas horas de olhos abertos olhando para a criança pálida que estava parada na porta a encarando, a cada segundo ela sentia ainda mais medo e pavor. Não demorou muito até que seus filhos bateram na porta do quarto, estavam sem sono e preocupados com a mãe, In Guk sorriu de leve e assentiu que a crianças pudessem dormir com eles. Talvez assim Yoona poderia dormir mais tranquila, ao ter sua família junto dela, porém o que poderia ter sido uma madrugada tranquila, foi um pouco mais turbulenta para os sonhos de Yoona que se tornaram pesadelos em um breve piscar de olhos.

— Querida?! Querida?! — gritou In Guk a sacudindo de leve para acordá-la.

— In Guk. — ela abriu os olhos recuperando o fôlego — Vocês precisam sair daqui.

— Como assim? — perguntou ele ficando ainda mais preocupado.

— Tire as crianças daqui, por favor. — pediu ela já começando a lacrimejar.

Mesmo sem entender o pedido da esposa, In Guk acordou as crianças e as levou para o quarto delas, enquanto ele ajudou Jinho a colocar algumas roupas na mochila, ela ajudou Tiffany com suas coisas. Quando se encontraram no corredor dos quartos Yoona pediu para que In Guk levasse as crianças para o carro e as mantivesse a salvo, assim seria mais fácil para tentar tirá-la da casa sem mais preocupações. In Guk mesmo relutante em deixar a esposa para trás assentiu e levou as crianças para o carro, Yoona continuou naquele corredor e logo a porta do quarto que não estava sendo utilizado se abriu.

A primeiro momento ela não quis ir, sua vontade de sair daquela casa era maior que qualquer curiosidade que pudesse ter. Mas se estava passando por tudo aquilo ela queria saber o porquê, caminhando bem devagar até que parou em frente ao quarto, Yoona começou a ter alguns flash de cenas em sua memória. E como uma cena de filme uma pequena garotinha apareceu ao seu lado, ambas olharam pela fresta da porta, dentro do quarto estava o garotinho pálido deitado na cama sendo examinado por um médico. Yoona ainda não conseguia entender por que estava vendo tudo aquilo, o médico se afastou da cama e olhando para a mãe do menino balançou a cabeça negativamente como um sinal de perda de esperança.

A mulher desabou em lágrimas nos braços do homem que estava ao seu lado, certamente o seu marido, ambos os três adultos caminharam em direção a porta do quarto desaparecendo lentamente. A garotinha que estava do lado de fora com ela entrou no quarto e sentou ao lado daquela criança pálida, Yoona entrou logo atrás observando cada gesto de gentileza que a pequena garotinha tinha com aquele menino.

— Você prometeu que iria melhorar. — disse a garotinha começando a lacrimejar.

— Desculpa, eu deveria ter melhorado. — ele desviou seu olhar para janela — Você ainda vai cumprir sua promessa?

— Claro que vou, somos melhores amigos. — a garotinha enxugou suas lágrimas com o braço e entrelaçou seu dedo mindinho da mão direita no dele — Jamais vou te deixar sozinho.

— Você é a melhor amiga do mundo Yoona.

Aquilo foi como um choque na mente de Yoona, então ela se lembrou do seu primeiro amigo que tinha morrido quando criança, tudo começava a se encaixar em sua mente. Aquela casa parecia familiar pois sua mãe era empregada da família e ela havia se tornado amiga daquele frágil menino bem no momento alto de sua doença. A dor de ter perdido um amigo foi apagada de suas lembranças após vários tratamentos com psicólogos, esta era o motivo de ter se esquecido de sua promessa.

— Junseo. — sussurrou ela o nome do amigo.

Toda aquela imagem do passado desapareceu e o quarto voltou a ser vazio e frio como era, Yoona saiu correndo do quarto e desceu as escadas, assim que chegou no andar de baixo sentiu um cheio estranho vindo da cozinha, parecia vazamento de gás. Ela olhou para a porta de entrada e lá estava seu marido desesperado tentando entrar, ela sabia que aquilo era seu amigo impedindo que ela fosse embora novamente.

— Você não pode me prender aqui para sempre. — disse ela desviando seu olhar para a sala.

Dimitri estava parado ao lado da lareira a olhando de forma triste e solitária, Yoona deixou algumas lágrimas caírem de seus olhos ao ver no espelho do aparador escrito: “Você prometeu”. Ela estava confusa por tudo aquilo, mas dentro de si já se conformava que jamais sairia daquela casa novamente, o cheiro de gás a cada instante aumentava. Em um breve piscar de olhos quando olhou para trás pela última vez vendo seu marido tentar entrar forçadamente sem sucesso, a lareira se ascendeu de repente e toda a casa explodiu.

Aquela foi a última vez que In Guk viu o sorriso e olhar de sua esposa, infelizmente ele não conseguiu descobrir por que aquilo aconteceu com ela durante alguns anos, até o dia em que por acaso em um passeio no parque com os filhos, esbarrou em uma antiga amiga de escola de Yoona. Esta amiga havia contado da história da casa e dos tempos em que Yoona havia vivido lá com sua mãe, por mais que ele não quisesse aceitar, In Guk enfim soube da verdade e concluiu que havia perdido sua esposa, para uma simples promessa que ela tinha feito ao amigo no seu leito de morte.

 

“Eu não deveria ter dito aquelas palavras,
Poderia apenas ter dito que te abandonaria.”
– Hyde / VIXX

 

 

~ The End ~


N/A: Então, sou péssima para esse tipo de gênero, desta vez fiz algo mais sombrio, espero que tenha dado certo!
Esta fic foi para o desafio #3 de Halloween
*-* By: Pâms *-*


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