BTS: Príncipes da Máfia, by Anna Charmont

Príncipes da Máfia

PRÍNCIPES DA MÁFIA
por Anna Charmont

"Torturas podem destruir a mente de qualquer ser humano desde o mais fraco ao mais forte. Quando se mergulha em um oceano negro de lembranças amargas e cheias de dor torna-se difícil e as vezes impossível submergir sem que alguém o puxe pela mão, todos querem ser salvos, mas muitas das vezes os gritos de suas almas não podem ser ouvidos... Alguns são capazes de ouvir até mesmo o sussurro de uma alma sangrando e por aquele momento esquecer tudo a sua volta e arrisca-se para salva-lo, tal ato fez dois mundos completamente diferentes colidirem com o perigo, a dor de perder aqueles que jamais acreditariam que os deixariam e criaram novos caminhos, sentimentos e um destino completamente diferente do que qualquer um daqueles poderiam ser capazes de imagina.
bem-vinda à Máfia."
Gênero: Drama
Dimensão: Longfic
Classificação: RESTRITA
Aviso: Os meninos do BTS são fixos, as garotas podem ter características que não são iguais as suas. Sexo, linguagem imprópria, violência, tortura.

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# Prólogo # Capítulo 1 #

 

PRÓLOGO

 

O céu estava completamente escuro sem estrelas ou até mesmo a lua para iluminá-lo, o vento soprava úmido e frio avisando que logo cairia a chuva.
Embaixo de um dos bancos da praça vazia àquele horário, escondia-se o menino de cabelos castanhos tão escuros quanto o de seus olhos. Encolhido buscava aquecer se, embora seus dentes trincassem uns nos outros e seu corpo tremesse de frio.
A pequena criança vestia apenas uma blusa regata de cor creme com alguns rasgões nas costas e uma bermuda de algodão surrada, suas roupas serviam apenas para cobrir partes de seu corpo, mas não podiam aquecê-lo.

Aquela criança havia tido os momentos mais felizes de sua curta vida ao lado de seus pais, sabia qual o calor de um abraço, o carinho de sua mãe, isso era algo que não saia de sua mente enquanto sentia seu corpo congelar e as lágrimas de seu choro silencioso molharem seu rosto, o qual costumava haver um sorriso inocente e brilhante.
Ele havia se tornado um pequeno sobrevivente das ruas e a cada dia lutava para abrir seus olhos pela manhã e não deixar que o frio ou a fome lhe roubassem aquilo pelo qual seus pais tanto lutaram antes de serem assassinados: sua vida.
Passos leves e calmos seguiam pelo curto caminho que o levaria a pequena loja de instrumentos na rua do outro lado da praça.

O rapaz de cabelos descoloridos num tom quase branco, parecia não importa-se com a fina chuva que começara a cair. Embora seus pés se movessem na direção certa, sua mente estava mergulhada em lembranças cheias de saudade, dor, medo e angústia.
Não sabia, a princípio, que sua escolha lhe custaria tudo que conhecia e amava.
Submergiu de suas lembranças ao ouvir o toque alarmante de seu celular. Tirou a mão direita do bolso trazendo junto o pequeno aparelho barulhento, encarou o nome na tela por alguns instantes sentindo-se incapaz de mover se, sem expressão alguma jogou o celular na fonte a seis passos ao seu lado direito.
Seu movimento o fez notar algo diferente embaixo de um dos bancos. Poderia fazer igual a todos que havia notado aquela criança ali e ignorar, mas ele era completamente o oposto da primeira impressão que passava.
Caminhou em direção ao banco e abaixou-se, cuidadosamente puxou a criança assustando-se por um curto instante por vê-la em tal situação.

— Vou tira-lo daqui. – avisou Yoongi com a voz baixa, vendo os olhos sonolentos buscando fixar seu rosto — Vai ficar tudo bem...

Yoongi tirou sua blusa de frio e cobriu a criança a pegando em seus braços.
Naquela noite de inverno o rapaz de roupas escuras que vivia rodeado de lembranças dolorosas e alma ferida encontrou naquela criança um pedaço de si mesmo. E a esperança de ser salvo trouxe ao menino um anjo machucado e de coração bondoso.

 


 

CAPÍTULO 1

 

O céu daquela noite de quinta-feira parecia estava a favor dos namorados, as milhares de estrelas brilhando lindamente com a lua sorrindo entre elas.

— Como o céu ‘tá lindo. – comentou olhando para cima enquanto caminhava junto a sua amiga.
— De fato. Dá até vontade de ficar aqui olhando. – disse olhando para o céu também — Mas precisamos andar um pouco mais rápido, esta tarde.
— Verdade. – concordou segurando a caixa de pizza — Não sei, como fomos arrumar coragem para sair de casa a essa hora.
— Culpa daquela pizzaria de pobre que não faz entrega no bairro. – reclamou e olhou a caixa em suas mãos — Quando chegamos em casa vai esta tudo fria.
— Usamos o microondas mesmo. – disse e parou de imediato — ‘Miga... O que é aquilo...?

Os olhos da menina estavam fixos em algo que acontecia poucos metros a frente.

— O quê? – seguiu seu olhar.

Apenas alguém muito ingênuo não seria capaz de perceber o que se passava com o rapaz de camisa branca completamente surrada e suja, o mesmo que estava sendo segurado por dois homens grandes como armários enquanto era espancado por outro rapaz, um magricela que sorria divertido a cada golpe que dava.

— Vamos voltar, ‘mana. – pediu com medo num sussurro.
— Shiii... Já vamos...
O rapaz magricela tirou um canivete de seu bolso e encarou o outro sorrindo perverso.
— Vamos ver se isso vai refrescar a sua memória. – disse antes de apunhalar o rapaz preso por aqueles dois homens grandes.

O que se ouviu dele foi apenas seu rosnado de dor e raiva.
sem pensar e decidida a ajudá-lo, entregou a caixa para e puxou a arma de sua cintura.

— Fica atrás das latas, ali. – pediu a menina.
Sem questionar correu para trás das latas de lixo.
— Hey! Parado aí! – gritou a menina apontando a arma — Polícia de Seoul!

Os três a olharam de imediato e riram ao ver apenas uma garota aparentando ser frágil e nem de longe mostrava ter força alguma.

— Peguem-na. – ordenou o rapaz magricela.
— Não se atrevam se aproximar ou não hesitarei em atirar! – avisou a menina.
— Não seja tola. – o rapaz riu — Peguem a nossa amiguinha intrometida.

Os dois homens fortes deixaram o rapaz machucado cair no chão, esse que mal conseguia mante-se de olhos abertos. Viraram-se para a menina pegando suas armas, porém havia muita coisa que não sabiam daquela garota a sua frente, ela nunca errava um alvo, tinha olhos afiados feito de uma águia.
Bastou dois tiros certeiros nas mãos grandes daqueles homens para se darem conta de que ela não estava de brincadeira.

— Eu avisei. E o próximo vai ser nos seus crânios. – avisou ela os encarando.

O rapaz magricela entrou no carro rapidamente.
— Entrem! – gritou ele.

Os outros dois correm até o carro deixando um rastro de sangue.
poderia impedi-los de fugir, mas já estava bastante encrencada por atirar e agir sozinha, poderiam tirar até seu distintivo. Ninguém a levava a sério na delegacia onde trabalhava, não haviam se quer dado a oportunidade da menina mostrar que havia nascido para aquela profissão, mostrando o talento da garota.

— Posso sair? – quis saber receosa.
— Pode. – guardou a arma e correu até o rapaz deitado no chão ensanguentado.
— Meu Deus! Temos que chamar o socorro. – disse assustada ao vê-lo.
— Me dá seu celular. – pediu a amiga abaixada próximo ao rapaz.
— Não me levem... Não posso ir para nenhum hospital. – balbucio o rapaz depois de se forçar muito para falar.
— Você está muito machucado, moço. - argumentou .
— Me deixem aqui...
— Não. Me ajuda aqui, . – pediu a menina.
— E as pizzas? – quis saber segurando as caixas.
— Deixa por aí mesmo.
colocou as caixas no chão e se aproximou do rapaz.
— No três. – avisou — 1, 2,3...
Com muito esforço as duas conseguiram levantar o rapaz servindo de apoio para ele que mal conseguia dar alguns passos.
— Vamos lá, amigo, força. – o incentivou enquanto caminhavam com dificuldade.
— Estamos próximos de casa. – disse — Vamos, força.

Ele estava se esforçando para continuar movendo seus pés, mas seu corpo não aguentaria por muito tempo.
Talvez fosse sorte sua ser encontrado por aquelas duas garotas bondosas que não hesitaram em ajudá-lo, porém já não posso dizer o mesmo sobre elas.
A casa onde viviam com mais quatro amigas era pequena e um pouco afastada do centro em um dos bairros classe média. Onde haviam encontrando o rapaz com mais alguns passos estariam em casa.

— Abre a porta, . – pediu segurando o rapaz sozinha.

Rapidamente a menina abriu a porta voltando a dividir o peso do corpo do rapaz com . Os primeiros passos que deram para dentro da residência se deparam com uma morena de cabelos ondulados parada as olhando com um misto de surpresa e susto.

— Quem é esse, gente? – quis saber a menina.
— Não sabemos. – disse — Nos ajude aqui.
correu até ficando em seu lugar enquanto a menina apressadamente passou pela sala indo até o quarto pegar alguns edredons.
— Meu Deus! O que aconteceu? – se assustou a morena de cabelos crespos.
— Ele foi esfaqueado e espancado por alguns caras. – disse quase não aguentando mais o peso do rapaz.
— Vamos. Coloque ele aqui. – pediu jogando as almofadas e tudo que estava sob o sofá no chão.
Rapidamente e colocaram o rapaz deitado no sofá com todo o cuidado do mundo.
, pega a maleta de primeiros socorros, por favor. – pediu abaixando ao lado do rapaz para examiná-lo.
A menina assentiu e saiu quase correndo para o quarto que dividiam todas.
— Trouxe edredons e travesseiro para ele. – avisou .
— Preciso de água morna e toalhas. – avisou rasgando a camisa esfarrapada do rapaz.
foi até a cozinha providenciar o que ela havia pedido.
— É muito grave, ? – quis saber , preocupada.
— Não perfurou nem um órgão, mas ele está muito machucado e provavelmente com o tempo que levaram para chegar aqui ele perdeu uma boa quantidade de sangue. – disse o examinado — Porque não o levaram para o hospital?
— Ele pediu para não levar. – disse .
entrou na sala trazendo em mãos a maleta de .
— ‘Ok, verei o que posso fazer, mas reafirmo que em um hospital seria melhor para ele.
— Não podemos . Desconfio que ele não pode ser encontrado por aqueles caras e pela polícia. – disse com as toalhas nos ombros e segurando um pequena bacia com água.
— Então é um criminoso? – quis saber assustada por ter um criminoso em casa.
— Talvez sim ou não. – disse .
— Isso não vem ao caso agora. – chamou a atenção de todos — Ele precisa ser tratado rápido, depois falamos sobre isso. me ajuda aqui.
— Vamos para a cozinha, . – a chamou .

As duas saíram da sala deixando o pequeno cômodo mais espaçoso para que e pudessem se mover melhor com apenas os poucos móveis em seu caminho.
era médica em um dos hospitais mais bem requisitado de Seoul, a princípio essa não era a profissão a qual desejava seguir​, a um tempo atrás chegou a cursar jornalismo, mas depois de um acontecimento em sua vida sentiu-se de mão atadas e completamente inútil, decidido então que não tornaria a perder mais ninguém se pudesse o salva. Tornou-se bem reconhecida por seu trabalho, embora fosse estrangeira e tenha sofrido um certo preconceito a princípio — algo que não mudou completamente — ainda sim é reconhecida por ser uma excelente cirurgiã. Quanto a , era basicamente seu braço direito naquele hospital desde o início, a melhor enfermeira que já havia trabalhado com ela.
Havia sido lá que se conheceram tornando-se amigas, melhor dizendo, grandes e inseparáveis amigas.

— ‘Mana, o que vai fazer com ele? – quis saber , olhando colocar café em duas canecas.
— Ainda não sei exatamente o que devo fazer. Talvez o leve para a delegacia e procure por sua ficha ou o leve para algum hospital e o deixe por conta própria. – a menina virou para a amiga — Independente do que eu faça não terei nenhum tipo de reconhecimento, não que isso me interesse. Enfim, não importa se o prenda ou o deixe livre, serei rebaixada do mesmo jeito, não me levam a sério naquele departamento.
pegou as canecas e caminhou até entregando uma para ela e sentou-se em seguida.
— É basicamente o que passo na clínica. – suspirou — Vamos pelo menos ouvir o que ele tem a dizer quando acordar.
A amiga apenas assentiu antes de tomar um gole de seu café.
entrou na cozinha e caminhou até a pia.
— Alguém tem o número da ? Esqueci meu celular no hospital de novo. – quis saber a menina enquanto lavava as mãos — Eu preciso que a traga alguns medicamentos para o nosso “hóspede”.
— Eu tenho. – disse ao procurar por seu celular nos bolsos de seu jeans — Cadê meu celular?
Se preocupou a menina tornando a tatear seus bolsos.
— ‘Tá comigo, . – avisou ao lembrar-se de que não devolveu mais cedo.
A menina pegou o celular em seu bolso e devolveu a amiga.
— Pensei que tinha perdido. – comentou aliviada.
— Peguei quando estava no tédio na pizzaria, lembra?
— Verdade. – procurava o número de nos contatos — Aqui, .
pegou o celular e saiu da cozinha.
— Como será que ele está? – se perguntou .
— Espero que melhor. – levantou-se indo até a pia onde deixou sua caneca.
. – a chamava — Preciso que monitore o nosso hóspede e me avise qualquer mudança.
— Onde você vai, ? – quis saber a olhando.
— Vou dormir​. Estou acabada, fiz um plantão de 32 horas. Sinto que vou desmaiar de sono. – bocejou.
O rosto da menina mostrava o quanto estava cansada e que deveria dormir com urgência.
— Está bem.
— Se não conseguir​ me acordar recorra a , ela revisa contigo. – pediu — beijos pra vocês.
— Beijo. – disseram ao mesmo tempo e .
— ‘Miga, preciso ir ao departamento. – avisou vendo a mensagem em seu celular — Acho que já sabem o que fiz.
O celular começou a tocar loucamente com o nome “Demônio magrela” na tela.
— Tem uma arma embaixo do meu travesseiro, não hesite em usá-la se o nosso “amiguinho” tentar algo. – pediu ao levantar-se.
— Jesus! ‘Mana, não brinca com isso, já não estou curtindo o lance de ficar só com ele. – comentou a seguindo.
— A e a estão aqui, em três horas a chega. Não se preocupe, ligue para polícia qualquer coisa, porque quando as duas dormem parecem que hibernam.  – riu pegando suas chaves na mesinha da sala levantou seu olhar vendo o rapaz que dormia profundamente e por alguns poucos instantes não conseguia ver nada além de sua beleza — Preste atenção no pedaço de mal caminho aqui.
sorriu maliciosa e pegou sua jaqueta próximo a porta deixando a menina confusa com seu comentário.
— Beijos, até amanhã. E não esqueça, embaixo do meu travesseiro. – ela riu e antes de fechar a porta viu a careta que fez.
— Legal, sozinha com um estranho. – a menina suspirou e deu alguns passos para voltar a cozinha.
Ouviu gemidos vindo da sala e parou, rapidamente caminhou em direção ao sofá onde estava o rapaz.
— Não me levem... – dizia ele em sussurro aos delírios — Me deixem ir...
— Quem? – quis saber a menina abaixando-se ao lado dele — Ninguém vai te fazer mal aqui.
sentindo-se por um momento sem saber o que dizer ou muito menos fazer, apenas o observou delirar.
— Me soltem! – gritou ele se debatendo.
— Calma, ninguém irá te fazer mal. – pediu a menina rapidamente o segurando tentando o fazer parar de se debater.
— Me soltem! Me soltem! – gritava ele tentando livrar-se usando sua força.
! ! Me ajudem! – gritou desesperada não tendo força o suficiente para contê-lo.
Com força, ele empurrou , a fazendo cair sobre a mesinha de vidro o estilhaçando com o  impacto de seu peso.
O rapaz abriu os olhos rapidamente sentando-se no sofá como se despertasse de um pesadelo o qual estava o sufocando.
tentou levantar-se devagar enquanto sentia os pedaços de vidros perfurarem sua pele e fazendo o líquido vermelho escorrer.
Os olhos assustados do rapaz encontraram a menina sentada sobre pedaços de vidros com  alguns manchados visíveis.
Virou para ela disposto a levanta-se para ajudá-la.
— Não se mexa. – pediu sentindo seu braço doer.
Ele continuava a olhando como se pensasse se deveria obedecê-la ou não, ao mexer-se sentiu uma dor aguda em seu lado direito notando então o sangue escorrer.
— Continue aí, quietinho. – pediu ao levantar-se.
A menina pegou a maleta de primeiros socorros no sofá menor e aproximou-se dele.
— Se você não fosse tão agitado enquanto dorme, garanto que não teria estourado esses pontos. – disse a menina removendo o curativo do abdômen do rapaz.
— Me desculpe... Não queria machucá-la...
Seus olhos fitavam o machucado no braço da menina.
Ela os seguiu e voltou seu olhar para ele, olhando pela primeira vez em seu rosto com atenção.
— Não se preocupe com isso. – deu um leve sorriso — Foi apenas um leve arranhão.
— Não precisa ser gentil... Sei que um arranhão não sangraria dessa forma.
deu uma risadinha, embora que se esforçava demonstrar que aquele ferimento não estava a incomodando e muito menos doendo.
— Meu corpo parece ter mais sangue que o normal, qualquer cortezinho faz sangrar loucamente.  – disse ela voltando sua atenção ao ferimento do rapaz — Vou limpar e refazer os pontos, porém você deve ficar quieto, ok?
Ele apenas assentiu ainda com o estranho sentimento crescendo dentro de si.
— Como se chama? – quis saber a menina ao colocar as luvas.
— Não posso dizer...
— Não? – ela o olhou e sorriu levemente — Sou a pessoa que está cuidado de você agora, e está em minha casa. Acha que ainda assim não mereço nem ao menos saber seu nome?

Ele suspirou depois de pensar por um curto instante se deveria confiar naquela garota a sua frente. Avaliou sua situação e concluir que se o quisesse morto não cuidariam de seus ferimentos.

— Jimin.
— Sou , prazer Sr. Jimin. – ela sorria enquanto limpava o ferimento do rapaz.
Jimin apenas assentiu mantendo-se em silêncio.
— Você teve sorte por não perfurarem nenhum órgão. – comentou enquanto refazia os pontos — Na verdade hoje foi sua noite de sorte.
— Foi você? – Jimin fez uma careta ao sentir a agulha perfurar a sua pele.
— Que te encontrou? – ela o olhou vendo assenti — Sim, mas minha amiga que te salvou, apenas ajudei te trazer para casa.
— Não sou corajosa quando vejo armas. – a menina deu uma risadinha — Minha amiga é mais ágil que eu nessas situações.
— Você é médica? – quis saber a olhando.
finalizou o último ponto e cortou o que sobrou da linha.
— De animais. – ela riu e o olhou — Sou veterinária.
Jimin a olhava sem reação enquanto em sua mente passava-se que uma médica de cães havia tratado de seu ferimento.
— Essa sua cara. – a menina riu e pegou algumas gases — Minha amiga é uma cirurgiã, foi quem te tratou. Estou apenas fechando os pontos que você abriu, isso eu sei fazer bem, curativos.
tirou as luvas jogando no cestinho de lixo que havia deixado ali na sala.
— Bom, agora deite-se com cuidado. – pediu o ajudando a deitar no sofá.

Num leve descuido seus rostos ficaram próximos um do outro permitindo que seus olhares se encontrassem e sentissem o calor de suas respirações. A pele do rosto de Jimin parecia mais brilhante de perto e seu perfume com aroma enfraquecido, que podia sentir​ quando próximo, a deixou paralisada por um curto instante.
Ele possuía o tipo de beleza que ofuscava a mente dela e prendia sua atenção de forma que a deixava receosa e curiosa.
Rapidamente, se afastou e, como tentativa de esquecer as estranhas sensações, fingiu arrumar o travesseiro.

— Descanse um pouco mais. – pediu ela ao levantar-se.
Pegou a maleta no chão e antes que pudesse dar mais que um passo ele a segurou no pulso.
— O que posso fazer por você?
— Apenas melhor. – ela sorriu — Isso me deixará bem.
— Não conseguirei dormi sabendo que está assim. – ele olhou para o braço com sangue escorrendo da menina.
— Não se preocupe, irei cuidar disso agora mesmo. – ela sorriu levemente mostrando a maleta.
Jimin soltou seu pulso tentando sentar novamente.
— Cuidado. – pediu ela o ajudando — O que está fazendo? Assim vai infeccionar.
— Sente aqui. – pediu ao passar a mão ao seu lado no sofá.
— Por quê? Sabe que você precisa descansar!
— Por um minuto esqueça o estranho na sua sala e se preocupe contigo. – pediu Jimin ao pegar em seu pulso guiando para senta-se ao seu lado.
— Sei seu nome agora, então é 99% estranho. – riu o deixando pegar a maleta de sua mão.
Ele a olhou e sem perceber esboçou um sorriso para aquela garota tão carismática sentada ao seu lado.
Esse simples sorriso roubou o ar dos pulmões de , a deixando se sentir ainda mais estranha.
Jimin pegou um par de luvas as colocando em seguida, pegou algumas gases e soro para que pudesse limpar o corte no braço da menina.
— Isso parece um tanto clichê. – comentou o vendo limpar.
— O que exatamente? – quis saber ele concentrando no fazia.
— Você agora cuidando do meu machucado depois de fazer isso por você. Parece coisa de drama. – a menina riu de seu comentário bobo.
— Eu que a machuquei, isso é mais que obrigação. – disse ele e procurou por uma pinça para que pudesse tirar alguns pequenos pedaços de vidro que havia fincado no braço dela — Nada que fizer aqui, será comparado com o que fizeram por mim.
— Não diz assim, que parece que fomos heróis.
— Para mim, sim. – ele a olhou — O que poderia fazer em agradecimento?
— Fica bem, já está ótimo. – sorriu e fez um careta em seguida ao sentir​ ele retirar mais um dos vidros.
Jimin a olhou e antes que pudesse fazer isso, estabeleceu uma pequena regra para sua mente, ela estaria proibida de fazer seus olhos se prender a morena novamente.
— Você está indo bem. Já fez isso antes? – olhou o que ele fazia.
— Algumas poucas vezes. – se limitou ele concentrando.
— É paramédico ou enfermeiro?
— Nenhum dos dois.
— Então, o que? – ela o olhava curiosa.
— Não é algo do qual devemos falar. – argumentou ele.
— Ok, entendi. É um homem de segredos. – disse a menina tranquilamente — Se você for algum tipo de criminoso, não se preocupe, ainda sim estará seguro aqui.
Jimin parou o que fazia e prendeu o ar por alguns segundos respirando pesado em seguida.
— E se eu for um assassino? – a olhou de forma diferente mostrando uma estranha sombra em seus olhos.
o olhou mesmo sentindo o medo se apossar de seu corpo e esboçou um leve sorriso.
— Tenho uma arma.  – disse a menina tranquilamente e riu.

Mesmo estranhando a reação da garota, por não ser a qual Jimin esperava, voltou sua atenção ao corte no braço dela.

(...)
Em uma loja de conveniências aberta 24 horas a três quarteirões de sua casa, a menina por trás do balcão bocejava pela 6º vez naquela noite.
Era quase 2h00 da madrugada quando viu um rapaz alto e bem vestido entrar. Mesmo que não devesse o olhar, seus comandos emitidos por seu cérebro não eram obedecidos.
Já havia visto todos os tipos de pessoas entrarem naquele estabelecimento, a grande maioria eram lindas de tirar o fôlego, porém possuíam a beleza em comum, e esse tinha prendido sua atenção por sua elegância ao caminhar e vestir-se, seu rosto era diferente de todos que estava costumada a ver e em especial seus lábios atraentes e tão bem desenhados.

O rapaz virou o rosto a olhando.
Rapidamente, desviou o olhar para qualquer lugar da loja.
O rapaz deu um sorrisinho e caminhou corredor adentro em busca de algo nas prateleiras.
A porta da loja foi aberta revelando um rapaz alto de blusa preta com capuz.

— Boa noite, seja bem vindo...
voltou sua atenção para ele deparando-se com uma arma apontada para sua testa.
— Abra o caixa e coloque o dinheiro aqui. – jogou sob o balcão uma bolsa de zíper.
A menina assustada assentiu abrindo o caixa.
— Rápido! – gritou ele a encarando enfurecido — Faça isso rápido antes que eu meta uma bala na sua cara!
Com as mãos tremendo abriu a bolsa jogando o dinheiro dentro dela sentindo que seu coração sairia por sua boca em instantes.
— O que é isso? – ouviram a voz masculina.
— Cale a boca! – pediu o rapaz apontado arma para outro parado tranquilamente próximo a terceira prateleira o olhando fixamente.
O rapaz bem vestido deu uma risada abafada e o olhou mortalmente.
— Não suporto que me mandem calar a boca. – apontou sua arma para o assaltante.
A arma prateada de alto calibre tinha um certo brilho sob a luz do local.
Não esperando aquela reação o rapaz de capuz não deixou de mostrar surpresa.
— Sabe qual é o problema da maioria de vocês? – dizia o rapaz bem vestido tranquilamente — É não saber que o cérebro dentro de seus crânios serve para pensar também. Que se usa-lo, não precisaria entrar em uma loja como está apontado uma arma para alguém.
— Não se aproxime ou atiro! – gritou o assaltante.
— Viu? Esse é o problema. – ele apertou o gatilho acertando a mão do assaltante que deixou a arma cair no chão disparando sozinha acertando a máquina de refrigerantes.
— Pegam em uma arma e já se sentem os donos do mundo. - disse o rapaz bem vestido e rapidamente o golpeou fazendo o assaltante cair — Até para isso você precisa usa essa massa que preenche seu crânio.
Puxou o fone do seu iPod e o usou para amarrar as mão do assaltante nas costas assim dificultaria caso tentasse soltar-se.
— Ligue para a polícia...
Pediu ao olhar a menina paralisada por trás do balcão.
assentiu e antes que pensasse em fazer o que havia pedido sentiu seu mundo perder a luz e seu corpo foi de encontro ao chão a deixando senti o impacto como ultima coisa antes de desmaia.
Rapidamente, Namjoon correu até a menina a encontrando no chão.
— Que hora para desmaiar, garota. – disse ele e pegou seu celular no bolso de sua calça.

Discou o número da emergência e aguardou ser atendido.
Abaixou-se olhando de perto o rosto da menina de pele num tom mais escuro que o seu e sem perceber se viu seguindo cada detalhe de seu rosto, isso não era de seu feitil, reparar nenhum tipo de detalhes em garotas, principalmente tão jovens quanto ela.

(...)
Estava tarde e a menina sentada atrás da mesa com a tela do computador em seu rosto estava completamente cansada, desejava ir para casa mais que nunca, precisava liberar todo aquele estresse e principalmente a raiva que basicamente explodia dentro dela depois de 1 hora e meia ouvindo o chefe do seu departamento gritar em seu ouvido e reclamar sobre a mesma ter sido imprudente ou a vergonha que era tê-la em seu departamento.

— Finalmente terminei essa merda. – aliviou-se depois de enviar seu relatório.
A menina levantou-se pegando sua blusa de frio na cadeira, quando ouviu a porta ser aberta.
Virou o rosto encontrando a pessoa que mais odiava ali. Alice West.
— Você precisa ir atender uma ocorrência. – disse a mulher loira com um olhar carregado de desdém e repugnância para .
— Mande outro, estou de saída. – a menina passou por ela sem se importar com seu olhar.
— Faz parte da sua punição. Então, é bom que foi até o Jung e pegue os dados da ocorrência. – ordenou ela.
bufou lembrando-se da maldita punição.
— O correto é ''vá'' e não ''foi''. Retorne ao curso de coreano. – disse voltando a caminhar, porém em direção a central de ocorrências do departamento.

Era evidente que as duas se odiavam, o motivo nem as mesmas sabiam. não aceitava que a desrespeitassem e a tratarem tão mal apesar de ser estrangeira, Alice não era nem de longe uma boa oficial, nunca saíra do departamento para ocorrências, vivia em sua sala dando ordens — a única coisa que era boa. Isso incomodava demais , a menina tinha talento, experiência, um excelente faro para mentiras, coragem e principalmente amava sua profissão mesmo com tantas injustiças feitas com ela. De todo o departamento era a Maknae ainda por cima estrangeira e para com ela todos tinham seus preconceitos tolos e fúteis.

— Olá, Jung. - disse ao se aproximar da mesa dele.
— Oi, . Deixa eu adivinhar: Foi punida de novo? – disse ele a olhando.
— Pois é, fazer o quê? Sou amada aqui. – suspirou entediada ao ser sarcástica.
O oficial Jung deu uma curta risada e passou o papel para ela onde estava as informações necessárias para chegar ao local.
— Tentativa de assalto, ninguém saiu ferido.
— OK.
olhou o endereço e ao ver de onde se tratava praticamente saiu correndo para o estacionamento.
— Ei, o que houve? – quis saber seu parceiro.
— Entra no carro, Minho, eu dirijo. – pediu a menina abrindo a porta rapidamente.

(...)
abriu a porta do quarto completamente sonolenta, deu alguns passos em direção a cozinha não evitando passar seus olhos ligeiros pela sala preocupada com o hóspede e principalmente com .
Piscou algumas vezes tentando confirmar que seus olhos não estavam a enganado.
Desviando dos destroços do que já foi sua mesinha de centro, a menina se aproximou dos dois buscando não fazer barulho e acorda-los.
Os dois dormiam sentados no sofá, estava com a cabeça deitada no braço do Jimin.
Por um momento se perguntou se deveria acordá-la ou deixá-los continuar com a cena fofa.
Resolveu deixá-los dormir.
Levantou sua mão para checar se o rapaz estava com febre e antes que pudesse encostar em seu rosto sentiu uma mão segurar firma a sua, a assustando.

— O que pretendia fazer? – quis saber Jimin levantado seu rosto para encará-la.
— I-ia medir sua te-temperatura. – disse a menina assustada.
Jimin a olhou por mais alguns instantes e a soltou.
— Posso? – quis saber .
Ele manteve-se em silêncio apenas a encarando.
ergueu sua mão mais uma vez sendo impedida por ele.
— Realmente preciso saber se tem febre e fazer isso não está ajudando. – reclamou a menina olhando sua mão presa.
— Não tenho febre.
— Você está quente. Diria que sim, uns 38°. – disse ao abrir os olhos sonolenta e sentou-se de maneira correta — Mas vamos medir, pega o termômetro atrás de você, por favor.

olhou sua mão presa e em seguida para Jimin que a soltou. A menina virou-se para o sofá ao seu lado esquerdo pegando o termômetro na maleta.

— Ia trocar de lugar com você. – comentou , em português — Mas tô vendo que ele é durão.
— É bem pior quando está dormindo. – disse deixando Jimin confuso sobre o que falavam.
— Coloque embaixo do seu braço ou eu mesma faço. – pediu e deu um sorrisinho — Precisamos saber sua real temperatura.

levantou-se depois de vê-lo fazer o que foi pedido, embora seu olhar de desconfiança permanecia.

— O que aconteceu na sala? – quis saber caminhando com para a cozinha.
— Como disse, ele é bem difícil enquanto dorme. – esboçou um sorrisinho de canto.
notou a taxa no braço de sua amiga quando a viu abrir a geladeira.
— Ele te machucou?! – quis saber preocupada caminhou rapidamente até a menina — Vou liga para a imediatamente.
— Calma, . Ele não me machucou por que quis. – o defendeu — Estava delirando por conta da anestesia, tentei segura-lo para não romper os pontos e fui empurrada caindo sob a mesinha. Não foi essa a intenção do Jimin, e ele se sente mal por isso.
— Jimin? – a olhou incrédula — Já sabe até o nome dele?!
— Claro, ele está na nossa casa, é o mínimo a se saber. – argumentou a menina pegando uma caixinha de suco.
— Você e a são de outro mundo, viu? – sentou-se à mesa, desistindo de compreender aquelas duas.

(...)
abriu os olhos, estranhando completamente o local onde estava. Fechou os olhos mais uma vez e respirou fundo tentando suportar a dor de cabeça.
Então abriu os olhos novamente, recordando-se do acontecimento, recuperando suas forças sentou-se no chão. Evitou pensar na longa explicação que teria de dar ao Sr. Suk.
Ouviu as sirenes alamosas e deduziu que alguém havia chamado a polícia, em seguida ouviu os gritos de por ela.

— ‘Tô viva. Não escandaliza. – pediu a menina ao ficar em pé e se apoiar no balcão.
— Graças a Deus. – abaixou sua arma indo até sua amiga, a abraçando forte em seguida — Se machucou em algum lugar?

Preocupada procurava por machucados na menina feito uma mãe com um filho, talvez sua preocupação toda não fosse apenas por ser umas das mais nova das meninas, mas porque sentia que deveria proteger a todas, em especial .

— To bem, . – disse — Fique tranquila.
— Ficarei quando chegamos em casa. – disse .
, é o Livro negro de novo. – comentou o agente Min Ho segurando o rapaz.
— Sério isso? – encarou o rapaz — Essa já é a quinta vez em dois meses. Deveriam te deixar apodrecer lá dessa vez.
— Vá a merda, sua vadia. – rosnou ele em Japonês.
— Quem vai é você, idiota. – sorriu de lado para ele — Pode leva-lo, Minho.
virou-se para .
— Sabe que terá de ir comigo, né?
— Sei, sim. Vamos logo. – pediu a menina, se sentindo cansada.
— Acredito que não foi você quem ligou. – comentou enquanto caminhavam em direção a porta.
— Um cliente reagiu e o deteve. – comentou lembrando das cenas — Provavelmente foi ele quem ligou.
— Hum. – se limitou pensativa.

fechou a loja com a ajuda de sua amiga e em seguida entrou na viatura.

 

~Continua~


N/A: ...

N/B: Hello, aqui é a beta, só um pedido, gostou da fic, comenta... Vamos incentivar a autora a escrever mais capítulos maravilhosos!!
Unnie, amo suas fics!!! Qualquer erro na betagem me avisem no email - By: Pâms *-*


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